segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ESCOLA DE VENÂNCIO DIFUNDE O HÁBITO DO CHIMARRÃO












Uma escola improvisada em um ônibus ou mesmo em pequenos galpões crioulos montados em feiras, supermercados e outros locais percorre os quatro cantos do Brasil e até outros países para difundir um dos principais hábitos dos gaúchos, o chimarrão.
Trata-se do Instituto Escola do Chimarrão, de Venâncio Aires, que possui a agenda lotada para eventos da Semana Farroupilha até 2013.
Durante toda a semana passada, as atividades ocorreram em Porto Alegre. Na segunda-feira, a escola participou do Fórum Legislativo da Copa do Mundo de Futebol, na Assembleia Legislativa. Terça e quarta-feira, o ônibus foi ao Acampamento Farroupilha, no Parque da Harmonia.
Na sexta-feira, um minigalpão foi montado no Supermercado Carrefour de Canoas. Ontem e hoje, as formas de preparo da bebida são expostas no Carrefour da avenida Bento Gonçalves, na Capital. A Escola do Chimarrão é um projeto cultural desenvolvido em 1998 por uma indústria ervateira. Hoje é uma das entidades que mais divulga o nome de Venâncio Aires no Brasil. Localizada em Linha Travessa, interior do município, em 2004, registrou-se como Organização Não Governamental (ONG). Um ônibus doado pela Polícia Federal foi transformado na escola itinerante. Além das 36 formas diferentes de cevar um mate, a entidade propaga a importância do hábito para a socialização das pessoas e a saúde. No ano passado, 279 mil pessoas participaram das aulas.
Segundo o diretor executivo da escola, Pedro José Schwengber, 3 milhões de pessoas puderam observar o ônibus nos eventos. Na 17ª edição da Expotchê, em Brasília, em junho, a escola foi um dos diferenciais entre as atividades do RS e teve a visita de 220 mil pessoas, destacou Schwengber.
O evento registrou visitantes de 76 cidades gaúchas, 24 estados e 15 países. Para 2010, a escola já tem agendados 26 eventos.
A Escola do Chimarrão tem por princípios o resgate da cultura da erva-mate, baseada na temática dos 500 anos do chimarrão; o aspecto social do hábito, que funciona como uma magia que integra as pessoas; a difusão da erva-mate como planta de propriedades medicinais benéficas ao ser humano e, ainda, o mate como uma obra de arte, apresentada para o consumo em 36 modelos diferentes.
O contato com jovens e crianças fez com que a equipe de trabalho desenvolvesse um projeto orientado contra o uso de drogas.
Em Linha Travessa, na sede da escola, os visitantes podem conhecer uma indústria ervateira, aspectos históricos e medicinais sobre a erva-mate e o chimarrão, entre outras atividades. Informações pelo e-mail: pedro@escoladochimarrao.com.br. O Núcleo de Cultura de Venâncio Aires do município conhecido como a Capital Nacional do Chimarrão pretende registrar a bebida como um patrimônio nacional junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Até o final do ano, o resultado das pesquisas para o projeto Patrimônio Imaterial do Chimarrão: O Chá da Amizade deverá ser encaminhado para o Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan. A proposta tem a aprovação do Ministério da Cultura e o patrocínio da Petrobras.
Os estudos, iniciados há dois anos, envolvem uma equipe de cinco pesquisadores. Segundo sua coordenadora, Angelita da Rosa, o projeto envolve enfoques antropológicos, biológicos, farmacológicos, históricos, entre outros, e trata da reconstrução histórica da produção ervateira para Venâncio Aires e para o Estado, dos processos de beneficiamento da erva-mate e das formas variadas de confecção do chimarrão. O material terá DVDs, CDs interativos, livretos e banners educativos.
36 TIPOS DE MATE:
Saúde (elaborado com chás),
Toca de Tatu,
Copa,
Furo Alto,
China Pobre (cevado com pouca erva),
Da Praia (socado para não voar erva),
Do Carro (com capa para não virar),
Repartido,
Quadrado,
Triângulo,
Tapado,
Ferradura,
Invertido,
Do Prego,
Meia-lua,
Engrenagem,
Estrela,
Ninho,
Apaixonado,
Escavado,
Vulcão,
Roda de Carreta (no qual a bomba faz o papel do eixo),
Flor,
Formigueiro,
Primavera,
Homenagem (traz a inscrição Fenachim),
Mate Amargo,
Mate Doce,
Achego,
Tradicional,
De Canhoto,
Tradicional Sem Topete,
Tererê (feito em cuia de taquara, madeira ou guampa),
Poço,
Ponte,
Gaúcho Macho (servido através da bomba)
Fonte: http://escoladochimarrao.blogspot.com/2009/08/historia-do-chimarrao.html